MPE pede anulação de concurso
MPE pede anulação de concurso

Mais de cem pessoas participaram da audiência pública proposta pelo vereador Daniel Siqueira Neves, o Daniel dos Estudantes, para esclarecer o futuro do Concurso Público da Prefeitura de Jacundá, realizado no dia 13 de novembro do ano, que gerou diversas reclamações de participantes. A empresa Inaz do Pará – Serviços de Concursos Públicos Ltda, responsável pela aplicação das provas, tem 72 horas para acatar recomendação do Ministério Público do Estado, que sugere o cancelamento das provas. O prazo começou a contar desde terça-feira (17).

O plenário Ulisses Guimarães, sede do Poder Legislativo de Jacundá, ficou lotado de representantes dos setores públicos e candidatos que participaram do concurso. O requerente da audiência, vereador Daniel dos Estudantes explicou que a audiência é resultado do clamor da população no sentido de ter uma decisão definitiva com referência a validade ou não do concurso público de Jacundá. “O certame foi maculado por diversas denúncias de irregularidades e fraudes. As pessoas que fizeram o concurso precisam de respostas, em especial aqueles que foram aprovados licitamente”, ressaltou.

O advogado Claudio Silveira detalhou as últimas decisões do MP e do prefeito anterior. “A empresa ficou inerte sobre a recomendação do MP e também em relação ao ofício do então prefeito”. Em defesa da atual gestão, o advogado Alex Gomes Pires esclareceu que tudo será feito para resolver o impasse.

A coordenadora acadêmica e representante da Inaz Concursos, Renata Sarmanho, explicou que sua visita ao município foi com o intuito de resolver a situação. “Antes de qualquer coisa, a empresa não se manteve inerte diante das manifestações das autoridades. Na verdade, estamos apurando os fatos para chegarmos às responsabilidades. Todas as vezes que o MP solicitou alguma coisa, nós o atendemos”.

Em relação às reclamações apresentadas pelos candidatos, ela disse que ocorreu uma falha no sistema de impressão dos cartões-respostas. “Criamos alguns mecanismos no dia da prova para resolver o problema em cerca de mil cartões que apresentaram falhas, dos quais 70% foram corrigidos durante a prova. Nós garantimos que não houve erros na apuração do exame. Nenhum candidato foi prejudicado. Toda conferência e leitura dos cartões-respostas foram validadas”, assegurou.

Sobre o prazo de 72hs dado pelo MP, ela refutou a decisão. “Não somos obrigados a acatar a sugestão do MP, isso é uma decisão jurídica. E sobre as denúncias, todas estão sendo esclarecidas”, declarou.

Reunião

Na terça-feira (17), Sávio Ramon Batista da Silva, representante do MPE, explicou que expediu recomendação ao então prefeito Itonir Tavares pela anulação da prova objetiva do concurso público. O prefeito acatou a recomendação e requereu a anulação da prova objetiva do concurso público em 48h e a divulgação de novas datas. “Mas até o presente momento, a organizadora do certame se manteve inerte”, diz.

Na reunião de terça, com Renata Sarmanho, da Inaz Concursos, foi concedido mais 72h para que a empresa promova a anulação das provas objetivas do concurso.

Participaram ainda da audiência pública o procurador-geral da Prefeitura, Alex Gomes Pires; delegado Sérgio Máximo; e os vereadores Nego Lima, Marta, Raylane Pequena, Neuza do Adão, Rafael Garrancho, Clayton da Nanô, Lane Pinheiro, Mariza Souza.

 (Antonio Barroso)

Fotos: Will Silva/CTB



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